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Cidade do garimpo com centro histórico tombado e a maior estrutura turística da Chapada. Dá para sair a pé do centro para banhos de rio.
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Tem na Chapada
Serras, rios e cidades do garimpo no centro da Bahia, com um parque nacional de 152 mil hectares e centenas de quilômetros de trilhas.
Foto: Cesar Vieira, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0
A Chapada Diamantina ocupa cerca de 38 mil km² no centro da Bahia, a uns 400 km de Salvador. O nome junta duas coisas: o relevo de serras com topo plano, as chapadas, e os diamantes que movimentaram a região no século XIX.
No meio dela está o Parque Nacional da Chapada Diamantina, com cerca de 152 mil hectares e uns 300 km de trilhas, muitas abertas por garimpeiros. Boa parte dos atrativos mais conhecidos, porém, fica fora do Parque, como o Morro do Pai Inácio, o Poço Azul, o Poço Encantado e grutas como a Lapa Doce.
O que se faz aqui é caminhar, tomar banho de rio e cachoeira, entrar em grutas e subir morros. As cidades antigas do garimpo, com casarões e ruas de pedra, também fazem parte da viagem. Este guia começa por sete lugares: Lençóis, Mucugê, Palmeiras e o Vale do Capão, Andaraí e Igatu, e Seabra.
As distâncias são grandes e os atrativos ficam espalhados. Escolher bem a cidade onde dormir, de acordo com o que se quer ver, poupa horas de estrada.
As cidades da Chapada Diamantina que o guia já cobre, com o que fazer, onde ficar e como chegar.

Cidade do garimpo com centro histórico tombado e a maior estrutura turística da Chapada. Dá para sair a pé do centro para banhos de rio.

Cidade do diamante no sul da Chapada, com centro histórico tombado pelo IPHAN, cemitério bizantino e trilhas para cachoeiras e para o Vale do Pati.

Principal centro urbano do lado norte da Chapada, na BR-242. Centro regional de comércio, saúde e ensino e parada de quem segue para Palmeiras, o Capão e Lençóis.

Município da BR-242 onde ficam o Morro do Pai Inácio, a sede do Parque Nacional e o Vale do Capão. Tem também distritos pequenos, como Campos de São João e Conceição dos Gatos.

De avião. Há dois aeroportos com voos regulares. O de Lençóis (Aeroporto Horácio de Matos), na BR-242, atende o centro e o norte da Chapada: Lençóis, Palmeiras, Vale do Capão, Andaraí, Igatu, Seabra e Iraquara. O de Vitória da Conquista (Aeroporto Glauber Rocha) é a opção para o sul, como Mucugê, Ibicoara, Piatã e Rio de Contas. Rotas e companhias mudam; consulte antes de comprar.
De carro. De Salvador, a principal ligação é a BR-242, que passa perto de Lençóis e Palmeiras e chega a Seabra. Para Andaraí, Igatu e Mucugê, segue-se pela BA-142. As estradas são asfaltadas ou de terra transitável, e carro comum dá conta. Leve mapa que funcione sem internet. Mesmo de carro, a maior parte dos atrativos naturais pede guia.
De ônibus. Salvador tem linhas para Lençóis, Palmeiras, Andaraí, Mucugê e Seabra. Do terminal de Palmeiras saem micro-ônibus e carros para o Vale do Capão. Igatu não tem transporte coletivo regular: o ônibus deixa na entrada da estrada e faltam cerca de 7 km. Entre as cidades da Chapada as linhas são poucas, por isso muita gente aluga carro ou fecha transfer com agência.
A Chapada recebe visitantes o ano inteiro. O clima é seco na maior parte do tempo, com sol forte, e as chuvas se concentram entre novembro e janeiro.
Na chuva os rios e cachoeiras ficam mais cheios, mas trilhas pelo leito do rio ficam perigosas por causa da cabeça d'água, a subida rápida da água. Acampar perto de rio nessa época não é seguro.
No outono e no inverno o tempo é mais estável e frio. É a época indicada para montanhismo no sul da região, onde ficam os picos mais altos do Nordeste. As noites esfriam bastante: no Vale do Pati a madrugada pode ficar abaixo de 10 °C.
Feriados prolongados enchem as cidades e os atrativos com controle de visitantes. Se for nessas datas, reserve cedo ou procure roteiros menos conhecidos.
Quanto ao tempo de viagem, o mínimo para ver o essencial são 4 dias. Uma semana permite conhecer os pontos mais famosos sem correria.
CachoeirasVale do Capão
Queda de quase 400 m vista do alto, com trilha de 6 km saindo do Vale do Capão…
MirantesPalmeiras
Morro de 1.150 m na beira da BR-242, com trilha curta até o topo e o pôr do…
Poços e riosLençóis
Circuito a pé que sai do centro de Lençóis e passa por poços, salões de areia e duas…
Cultura e HistóriaIgatu
Ruínas de casas de pedra dos garimpeiros do século XIX, dentro do parque urbano de Igatu.
MirantesPalmeiras
Mirante de 1.090 m perto do Pai Inácio aonde se chega de carro, sem trilha até o topo.
Cultura e HistóriaMucugê
Espaço dentro do Parque Natural Municipal que conta a história do garimpo de diamantes em Mucugê.
Poços e rios
CachoeirasMucugê
Cachoeira no Rio Cumbucas, a 150 m do Centro de Visitantes do Parque Natural Municipal de Mucugê.
Para a maioria dos atrativos naturais, sim. A área é enorme, o guia conhece o caminho, a fauna e a flora, tem treino em primeiros socorros, e o resgate em área natural é demorado. Em alguns lugares, como sítios arqueológicos e grutas, o guia é obrigatório. Contrate por agência ou associação de condutores e peça referências.
No mínimo 4 dias. Com uma semana dá para ver os pontos mais famosos sem pressa. Travessias como a do Vale do Pati pedem de 3 a 8 dias só para elas.
Depende do roteiro. Lençóis tem mais estrutura e fica perto do aeroporto. O Vale do Capão é bom para quem quer trilhas como a da Cachoeira da Fumaça. Mucugê, Andaraí e Igatu também têm boa hospedagem e acesso a atrativos do Parque. Dormir perto do que se quer ver economiza horas de estrada.
Dá para ir o ano todo. As chuvas se concentram entre novembro e janeiro, quando as cachoeiras enchem e as trilhas no leito do rio ficam arriscadas. Outono e inverno têm tempo mais estável e noites frias. Evite feriados prolongados se quiser lugares vazios.
De carro pela BR-242, que leva a Lençóis e Palmeiras em cerca de 410 a 440 km. Há ônibus de Salvador para Lençóis, Palmeiras, Andaraí, Mucugê e Seabra, e voos para o aeroporto de Lençóis. Confira horários e rotas antes, porque mudam com frequência.
Não. O Parque abrange Andaraí, Lençóis, Mucugê, Palmeiras e Ibicoara, mas vários atrativos famosos ficam fora dele, como o Morro do Pai Inácio, o Poço Azul, o Poço Encantado e a Gruta da Lapa Doce. Alguns estão em outras unidades de conservação, como a APA Marimbus-Iraquara.
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